Curiosidades sobre biotecnologia, com especial atenção para assuntos relacionados ao dia-a-dia do jovem.










No açougue, carne artificial
(03/09/2010)

Cientistas acreditam que em 40 anos não haverá bifes para todo mundo. O alerta vem de estudos científicos encomendados pelo governo britânico para projetar a situação alimentar do mundo em 2050. Mas se você gosta de carne, saiba que esses mesmos pesquisadores estão trabalhando para desenvolver carne produzida em laboratório. Segundo o trabalho, daqui a 40 anos a população será de 9 bilhões de pessoas, e o consumo de alimentos também crescerá, principalmente nos países em desenvolvimento. Por isso, será necessário aumentar muito a produção de alimentos. A biotecnologia tem ajudado. A melhora nas sementes e controle de pragas aumentaram a produtividade. Na pecuária, estudos genéticos, inseminações artificiais e redução de doenças fizeram os animais terem mais peso (30% a mais no caso das vacas desde 1960) e darem mais leite (também 30%). Mas isso ainda não será suficiente. É aí que entra a carne artificial, ou produzida em laboratório. Essa é aposta dos cientistas. Pesquisas com carne artificial já existem há dez anos – e ela tem se mostrado mais saudável e higiênica que a da pecuária normal. Trata-se de retirar células de um animal vivo e fazer com que se reproduzam até virar tecido muscular. Em janeiro, europeus criaram carne de porco assim.

Fonte: Folha.com - 17 de agosto de 2010

De olho no colesterol
(19/08/2010)

Pesquisadores estão esmiuçando o genoma humano para entender melhor o nosso metabolismo de gorduras. A intenção é identificar os genes associados a vários tipos de gordura, como o colesterol bom e ruim e triglicérides. Um estudo identificou 95 regiões nas quais pode ou não haver um gene associado com pelo menos um dos fatores fundamentais ao metabolismo de lipoproteínas (colesterol e triglicérides). O mapeamento dessas regiões é o primeiro passo para identificar e entender melhor os genes responsáveis por esse metabolismo. Isso abriria caminho para o surgimento de novos tratamentos para doenças do coração, que, no Brasil, é o mal que mais mata pessoas, segundo o Ministério da Saúde. O colesterol ruim, que é uma substância importante para o funcionamento do nosso organismo, em níveis muito elevados torna-se um grande inimigo do coração. Mas agora, ele poderá nos dar pistas sobre várias doenças e ajudar no desenvolvimento de novas terapias.

Fonte: G1.com - 04 de agosto de 2010

Corrida do salmão
(19/07/2010)

Você gosta de salmão? Pois é possível que ele se torne o primeiro animal geneticamente modificado com venda aprovada para o consumo humano pela FDA (Food and Drug Administration), entidade norte-americana que controla a qualidade dos alimentos. Com as alterações genéticas, o animal chegaria ao tamanho ideal para comercialização na metade do tempo normalmente necessário. É uma intervenção simples: o que acontece é que o salmão não produz hormônio de crescimento nos períodos mais frios do ano, e o acréscimo de um gene de hormônio de crescimento permite que ele passe a produzi-lo ao longo de todo o ano. Se o salmão transgênico for aprovado, ajudará a abrir caminho para pesquisas que desenvolvem outros animais geneticamente modificados, como um gado resistente ao mal da vaca louca e um porco que causa menos poluição por fósforo em seus excrementos.

Brasil na disputa pelas células-tronco embrionárias
(17/06/2010)

Um estudo publicado na revista Stem Cells and Development descreve, pela primeira vez na literatura científica, uma linhagem brasileira de células humanas geneticamente modificadas com esse objetivo. O trabalho, liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, transformou células da pele em células pluripotentes – traduzindo: capazes de se transformar em vários tecidos especializados. A reprogramação genética é feita colocando-se genes ligados a características embrionárias no genoma de uma célula adulta (neste caso, da pele), fazendo com que ela volte a se comportar como se fosse uma célula embrionária. A técnica de reprogramação foi desenvolvida em 2006 pelo pesquisador japonês Shinya Yamanaka. De lá pra cá, a coisa evoluiu tanto que esse tipo de células é usado em pesquisas de rotina. No Brasil, o primeiro a anunciar feito parecido foi o neurocientista Stevens Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no início de 2009. Logo em seguida, o grupo de Ribeirão Preto informou que já tinha, também, produzido linhagens de células-tronco pluripotentes, mas que não havia anunciado nada publicamente porque esperava a publicação de um artigo confirmando a caracterização das células. O resultado é este trabalho publicado agora.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 07 de junho de 2010



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